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O Horror Nostálgico

Nestes últimos tempos em que estive submerso no limbo infernal da vida, eis que me levanto desse absurdo estado de catatonia, furioso devido ao AZAR que me consumiu nesses últimos meses, após dementes episódios de prejuízos e traições... Pois bem, somente um idiota iria confiar num ser humano vivo afinal, mas isso é passado.

Fazendo o possível para me distrair fuçando net afora, eu reencontrei um canceroso site de onde vinha um artigo que me fez lembrar dos meus sustos de quando ainda era uma criança de mente sã, e alguns deleites de não faz muito tempo... "As 100 maiores cenas assustadoras do cinema" (na visão deles, é claro), senti uma calorosa saudade da época em que um filme assim despertava em mim além do sadismo, e da vontade de torcer para o mal vencer, um medo puro, infantil, terrível! Hoje já não o sinto mais, mas tenho um enorme prazer em ver as pessoas assistindo se contorcendo de medo, quase urinando nas calças...

Se você também tem saudade daquela época faça uma visita AQUI e veja se ainda teme alguma coisa...



- Por Dorian Gray Dead As 16h34
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LEIA "ERZSÉBET" OUVINDO "LUNÁTICA"

DOWNLOAD "LUNÁTICA"



- Por Dorian Gray Dead As 16h46
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"Erzsébet" 1º Parte

Era o final do ano de 1608. Como a maioria dos camponeses, era como se eu não tivesse um nome. Tendo nossos “Senhores” ou não, não nos era permitido quase nada. Éramos como cópias uns dos outros, e o que interessava à nobreza, era o trabalho, e nosso silencio em relação ao que era suficientemente importante.

Nesta difícil vida de um simplório, vivenciei muitos atos criminosos, demasiadamente cruéis, mas nada se comparava ao que ela se permitia conceber...

Eu não poderia imaginar o horror que se escondia por trás daquele castelo maldito... Uma criatura tão bela, só poderia mesmo ter sido obra do Demônio.

Eu não passava de um camponês faminto naquela época, procurando algum trabalho que saciasse minha fome, tinha apenas 24 anos, e era sozinho quando cheguei à cidade de Vishine, palco de meu mais inebriante pesadelo que ainda estava por vir...

Andava por todas as ruas principais, vielas e até os becos mais imundos, em busca de um trabalho que me valesse um prato de comida e um banho, mas era em vão. Não havia nada que um jovem inexperiente como eu podia fazer, a não ser serviços em que era preciso um corpo razoavelmente belo, o que, definitivamente, não era o meu caso...

Perambulei por dois dias pela cidade comendo lixo, e dormindo ao relento até um dia nos arredores de um covil onde podia me aquecer durante a fria madrugada junto a um cão dócil, pertencente a alguém que vivia por ali, um homem num cavalo vestindo uma capa negra me fazia um convite tentador. “Um abrigo, comida e um banho... Se aceitar  o que irei lhe propor.” Aquilo era mais do que eu podia esperar naquela cidade amarga! Num salto me encontrava a meia altura entre o homem e o cavalo me prontificando a qualquer  ordem, não era necessário palavra. Pouco menos de uma hora depois eu estaria diante  do que mais tarde eu consideraria os Portões do Inferno, guiado por uma de suas criações malévolas. “O Castelo Cachtice”.

Era lá, a morada do mais infame Súcubo, a Condessa Erzsebet Báthory, e de sua fiel companheira de atrocidades, Anna Darvulia.

Logo na entrada para servos, que se encontrava na parte lateral do castelo, havia uma jovem com o rosto mutilado, com um corte que lhe cegava um olho e no decorrer de seu comprimento deformava-lhe a boca, limpando o chão. Aquilo me perturbou o suficiente para arrepiar os pêlos de minha nuca!

Fui conduzido a uma pequena cela com uma bacia cheia de água limpa, e uma cama, com um generoso pedaço de pão em cima. Após devora-lo, banhei-me, e pus-me a dormir, certo de que seria despertado antes do sol, e assim o foi.

Minha primeira ordem foi a limpeza dos estábulos, e de recolhimento de qualquer repugnância dos quartos do castelo. Alguns aposentos me deixaram curioso por dois dias, pois sempre se encontravam sujos de sangue. Imaginei ser ali onde eram sacrificados os porcos, apesar de não detectar motivos para ser feita tal coisa no interior do castelo.

Minha curiosidade alcançou um patamar, em que não pude mais suportar. Foi então que resolvi me arriscar falando, o que era estritamente proibido, salvo quando lhe perguntassem algo, este era um privilégio de poucos no interior daquelas paredes que pareciam afastar as pessoas.

Na primeira oportunidade, lancei-me à frente de uma serva, uma senhora de uns 40 anos, numa estúpida tentativa sanar minhas dúvidas, consegui sim, foi um escândalo, liberado pelo susto que causei em  minha ânsia imbecil, num momento silencioso que se transformava em gritos de palavras mal formadas e sem sentido, que saíam daquela boca arreganhada, que chamou minha atenção respondendo ao menos uma de minhas dúvidas, mesmo que tenha sido adquirida há pouco. O porquê de a senhora berrar aos quatro ventos palavras mal formadas devia-se ao fato de não haver mais nenhuma língua dentro daquela boca! Foi assim que consegui minha primeira resposta sobre aqueles quartos manchados até o teto de sangue.

Acordei amarrado nu em uma mesa pelos quatro membros, formando um “Homem Vitruviano”, com uma senhora elegante me observando como se eu fosse uma presa. E eu era de fato.

A dama se aproximou e disse: “Meu nome é Anna Darvulia, e você será a diversão da noite”.Com uma lamina afiada ela raspou minhas partes íntimas e axilas, em seguida introziu-me algo frio e liso, o que provocou muito desconforto e dor. Senti-me desfalecer novamente, e acordei momentos depois com a figura de uma outra mulher sentada sobre mim de costas para meus olhos, se contorcendo como uma maldita cobra, e dando risinhos estridentes, quando de repente num salto se virou para mim revelando-se uma bela mulher segurando e lambendo o que parecia ser o que antes me penetrava, enquanto empinava as ancas em um tremor de êxtase. A tal Anna Darvulia surgiu então por de trás, com o rosto todo lambuzado cintilando na pouca luz, e tomando o objeto de suas mãos e voltando a me penetrar com ele, só que com mais força causando uma dor intensa, da qual  não imaginava ser possível, enquanto aquela que mais tarde descobriria se tratar da Condessa Erzsebet Báthory mordia violentamente meus mamilos até que os fez sangrar! Desta vez o desmaio me deixou nas trevas pelo o resto da noite, mas o estado de meu corpo no dia seguinte indicava que aquela loucura continuou noite afora...



- Por Dorian Gray Dead As 16h35
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"ERZSÉBET" FINAL

No calabouço em que despertei no dia seguinte, permaneci imóvel por um tempo temendo constatar o que era obvio, que meu corpo nunca mais seria o mesmo. Mais tarde eu sabia que toda aquela terrível experiência iria se repetir, tomado pelo pânico comecei a repetir palavras sem nexo, o que atraiu a atenção de um guarda fazendo-o praguejar e cuspir sobre meu rosto perplexo.

Emfim chegou a tão temida noite, e como o previsto os guardas me levaram até uma sala diferente da do dia anterior, onde uma linda jovem, ainda com seus 16 ou 17 anos estava amarrada na posição em que antes eu me encontrava, com a boca silenciada por trapos. A dor em meu corpo era quase insuportável, mas doía-me mais imaginar o destino daquela pobre moça, e o que nos esperava para aquela noite. Os guardas acorrentaram-me na parede logo à frente da mesa que trancava a moça de vestido branco que não parecia como os das servas. Era um belo vestido com detalhes em marfim, logo percebi que não se tratava de uma moça comum.

Não demorou muito para aquela figura demoníaca surgir furtivamente das sombras junto à porta, me olhando com os olhos em fogo, como se fosse um diabo dos infernos amaldiçoando um anjo! Ela se aproximou mais e mais, me fazendo murchar para trás enquanto a menina nos contemplava aterrorizada. Por fim disse:

“Maldito! Que doenças esconde nesse corpo imundo? Como ousa infectar Anna com tais podridões? Tens idéia do que fez? Agora terei de me purificar e depois, verei o faço com essa sua carne suja!”

Para minha sorte, não ousou tocar em minha carne, a mesma carne que antes mordia com voracidade, agora parecia exercer nela um nojo extremo.

Observei mudo enquanto ela cortava com uma navalha, o vestido da jovem, do busto para a bainha em movimentos lentos e retos, mas sem tocar a pele. Logo a jovem se encontrava nua, numa tremedeira descontrolada, suando frio e gemendo de medo. Eu, no entanto permanecia calado e imóvel, observando catatônico. Foi então que a Condessa num impulso de ira apanhou uma das tochas que iluminava de forma precária aquele ambiente doentio e ateou fogo nos pêlos pubianos da jovem, fazendo-a grunhir e  contorcer-se de dor, provocando aquele riso macabro que prosseguiu por minhas entranhas e dilacerou minha sanidade!

A jovem ainda se sacudia quando a Condessa cortou com a navalha as suas virilhas, e decepou suas mamas recém formadas, fazendo o sangue escorrer sem espirrar por um buraco no centro da mesa que era captado por uma bacia que se encontrava em baixo da mesma. Após alguns minutos de agonia, a moça finalmente morreu,  e a Condessa já despida começou a banhar-se com o sangue da moça enquanto pronunciava blasfêmias entre um riso e outro, num ritual extremamente assustador! Acabou por desmaiar em total êxtase sobre o chão de pedra lavado de sangue.

Fui mantido prisioneiro por um tempo, até que a Coroa, visando tomar as terras de Báthory devido a dividas de seu marido, há muito falecido, iniciou investigações sobre o assassinato daquela jovem, a qual havia supostamente cometido suicídio, e de outros, levando assim à sua condenação em dezembro de 1610 e a prisão perpétua, chegando ao seu merecido fim em 21 de agosto de 1614, sobrevivendo somente me meus pesadelos pelo resto de minha vida.

PARA LER OUVINDO LUNÁTICA



- Por Dorian Gray Dead As 16h28
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Beneath The Massacre!

Este é o grupo de Brutal-Death que atualmente ecoa pelo Covil de DorianGrayDead, e também poderá ecoar pelo seu...

Você poderá sentir o poder da banda por aqui, ou aqui, Em breve estará disponível no Fênix... Dorian pôde até sentir até o cheiro podre delas quando ouviu pela 1º vez...

 



- Por Dorian Gray Dead As 16h08
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PARA O VALENTINE'S DAY!

Para o Valentine's Day!

Estamos bem próximos do maldito dia dos namorados (12 Junho), onde exigimos uma gratificação por nos suportarmos até nos procriármos, para manter este Planeta imundo com a nossa praga, enquanto nos multiplicamos incessantemente. E já que nosso único propósito no Mundo é agir como um CÂNCER destruindo lentamente tudo o que tocamos, e o começo de nosso doentio jogo destrutivo é concebido através do namoro, nada mais justo do que presentear nossas infames namoradas com uma bela lembrança, que faz jús a  NATUREZA HUMANA.

Combina bem mais com o Ser Humano não acham? O meu já foi encomendado, vou sugerir o nome de PROSATANUS, e minha cúmplice, sei que vai adorar.

Você pode pedir o seu AQUI.

 



- Por Dorian Gray Dead As 17h49
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ME APETECEM...

 

 

O mal se esconde nos lugares menos esperados, fica fácil perceber isso quando assistimos a tais animações, que contém conteúdo adulto, devido a violência sórdida e sexo imundo em meio ao sangue e coisas do tipo... Existem inumeras demonstrações de carnificina e tristeza em muitas delas.

Citarei algumas assistidas em alternados momentos entre Live Actions e Animações: 

* Se quiserem assistir essas obras imundas faça o download clicando em seus nomes...

 Agradecimentos a equipe do Animeshade.



- Por Dorian Gray Dead As 10h17
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Vejo que aqueles que sentem despertarem si um desejo pelo oculto, compartilham dos mesmos gostos musicais, dos quais fui amaldiçoado a apreciar, por isso vos entrego um conselho maligno... Descubram seus medos em canções compostas por homens sem alma, que podem ser encontrados neste nefasto Web-site...



- Por Dorian Gray Dead As 14h33
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Memento Mori

 

 

Canções de morte;

Celebram meu fim;

E um grito de dor;

Incrementa o refrão...

 

Lençóis manchados;

Com sangue e lágrimas;

Os vultos escuros;

Já dançam pra mim...

 

Ela chora em vão;

O sol já se pôs;

Os vermes se atiçam;

É chegada a grande ceia...

 

Pássaros mortos  me encantam e me guiam;

Um caminho de luz se fecha pra mim;

Línguas de fogo me ferem a carne;

Os corvos esguios se esquivam com sorte...

 

O velho barbudo me olha com medo;

É tudo mentira, não olho e te vejo;

Um ciclo de dor já se cumpriu

Um padre rezou, e depois cuspiu...



- Por Dorian Gray Dead As 11h50
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Preso a este mundo...

Em um mundo agradávelmente doentio como este que nos guarda para o bem do Universo, um vírus como eu precisa de momentos odiosos de quietude, para poder manter-se ativo. Queria eu poder manipular suas mentes, e Guiá-los pelos mais tortuosos caminhos, de uma forma mais constante, para mostrá-los o limiar do horror que guardo para o nosso fim... Mas infelizmente dificuldades malditas selam minha mente por longos periodos de tempo. É de meu desejo que saibam que não desitirei somente tardarei...

- Por Dorian Gray Dead As 08h36
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A despedida de Jack, O Estripador; Por Dorian Gray Dead.

 

E se eu, mesmo com as dores em pleno curso, tivesse a chance;

Não hesitaria em cometer novamente, o ato sonhado há tempos...

Enfim, haviam chegado meus dias de glória...

Fora indescritível, a sensação que tive ao rasgar a sua pele...

Ela era um exemplar de rara beleza, cuja face terminou em um sorriso tortuoso.

Aquela aura, que dela emanava me conduzia aos mais torpes delírios;

Onde a morte predominava em todo o lugar;

Seu cheiro... Sua graça... Sua dominação!

Senti uma absurda inveja de mim mesmo, como se fosse duas pessoas...

Uma feliz e outra triste, onde a feliz era a louca, e a triste a sã...

Mas havia ainda uma terceira: Não totalmente louca... Não totalmente sã... Apenas esta que vos escreve.

Os eventos que seguiam, eram de uma carnificina maravilhosa.

De um vermelho que me saltava aos olhos;

Um vermelho que cintilava em seus dentes enfileirados, dentro daquele sorriso torto...

Mas o que me esperava, era pior do que a companhia dos Diabos danosos do inferno, que me aguardavam ansiosos!

Um terror desgraçado, impiedoso, e cruel... Um a privação terrível, para aqueles que como eu, precisavam saciar seus vícios...

Logo me deparei com a primeira verdade da noite:

A prostituta ainda sorria quando a estripei.

Isto me perturbou  um pouco...

Então veio a segunda verdade da noite:

Meus cortes precisos dos quais me orgulhara durante anos de satisfação ao meu vício, se transformaram em rasgões, o que me alertava, pois era uma clara demonstração de perda total de controle... Já não podia mais tomar as rédeas de meu vício.

E enfim a terceira se revelou de repente:

A luz que vi nos olhos daquele policial iluminou minha mente enquanto ele invocava o mesmo nome de sempre... Para só então eu perceber, que aquela era a última vez...

Olhei de relance para vinha vítima, tentando guardar na memória  a imagem, enquanto o golpe me acertava em cheio na cabeça.

Acordei aqui. Com um papel e uma pena. Exigiram uma resposta ao porquê de meus crimes... Sabia que minha identidade nunca seria revelada, pois o lugar em que despertei parecia mais uma pocilga do que uma delegacia... Morrerei entristecido, e amargurado, e quanto à resposta que lhes devo... Ela se encontra dentro de cada ser humano.

 

"FROM HELL", A Suposta Carta de Jack O Estripador

 

 



- Por Dorian Gray Dead As 10h45
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4ª parte "O ENCONTRO"

Novo lançamento: TN150-F/7. G., dizia o anuncio num site de vendas em que acessei. Era um modelo de luneta, a mais completa da época segundo informações obtidas em um fórum que visitei por acaso enquanto procurava.
Fiz o meu pedido e paguei, esperando, onde deveria ser cômodo, mas não foi. Recebi a entrega no outro dia, com uma pontualidade muito estranha, já que o serviço de entrega alega que sua encomenda estará em seu destino até as dez da manhã do dia seguinte. E ela de fato chegou, mas as dez em ponto mesmo! Recebi então minha TN150-F/7. G., com tubo de 150 mm, espelho 138 mm, e oculares parfocais! Seja o que isso fosse, admito ter entrado nesse jogo de marketing, devido à falta de paciência.
Passei então a observar aquela montanha de tijolos amaldiçoados da janela de meu apartamento. Na primeira hora pensei ter visto almas penadas voando em volta da construção, mas logo percebi que penadas elas eram, mas estavam longe de ser almas...
Comecei a pernoitar, e às vezes deixava de comer para ficar olhando, olhando... Procurando algo que me dissesse que não havia ficado louco, mesmo que meus atos mostrassem o contrario. Já estava quase desistindo quando em fim, vi algo no mínimo curioso... Lá naquele prédio, em um de seus andares eu podia ver claramente através das janelas enormes, um menino num corredor olhando fixamente em minha direção, sabia que era impossível ele me ver a olho nu, mas quão enorme não seria o meu espanto, um susto que quase parou meu coração, ao ver o menino arrancar do bolso com uma de suas mãos pequenas um toco de giz para escrever na parede uma única palavra: “DORIAN”.


- Por Dorian Gray Dead As 20h00
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3ª parte "O ENCONTRO"

Achei incrível o fato de que a morte de Victor, não despertou em mim nenhum sentimento de tristeza, nem mesmo uma lagrima fui capaz de derramar. Victor era, para mim, o que mais se aproximava de “amigo”, alguém que conseguia suportar, alguém com quem podia conversar.
Agora me encontro só, em meu apartamento caro, cercado de coisas caras, mas ainda assim, sem nenhum valor...
As horas passam, enquanto meu dinheiro rende no banco, assim como minha fama de “bom vivant”.
Os dias tornavam-se insuportáveis, e aquela maldita mulher pálida não saía da minha mente. Como poderia? Seria mesmo um fantasma? O que mais?
Olhava sempre pela janela, encarando o vazio. O calor de fora parecia querer penetrar furtivamente, me deixava enojado. Podia até sentir o odor fétido do suor das pessoas, que mais pareciam formigas abaixo de meus pés. Mas ainda assim não me sentia mais superior a ninguém... Não sem saber quem, ou o que, era aquilo que se parecia com uma mulher morta.
Contemplava as vidas medíocres pela janela, olhava a arquitetura ruim dos prédios, podia até avistar uma igreja ao longe...; Mas espere! Sim era aquela, A Igreja de São Francisco de Assis! E se eu podia ver a igreja do meu apartamento, poderia também ver o Edifício Amber, já que ele era um dos prédios que a cercavam, sem esconder sua altíssima torre.
O prédio tinha treze andares, e nem mesmo as constantes mudanças em relação à segurança, conseguia diminuir a dura estatística de seis suicídios por ano em media.
Era recheados de escritórios, consultórios, sedes para todos os fins.
Logo atrás dele havia o “ED. RAVERIE”, e era produzida nele uma sombra colossal, já que era muito menor, com apenas oito andares, foi por lá que aquela “coisa” desapareceu...
Busquei todo tipo de informações sobre o “ED AMBER”, e descobri que havia sido construído em 1962.
A internet é uma ótima ferramenta, principalmente para os paranóicos. Segundo dizem, ao final da construção, faltando apenas uma semana para entregar a obra, um dos pedreiros se jogou do ultimo andar, mas o motivo só seria descoberto horas depois: O corpo de sua esposa foi encontrado num barraco na periferia da cidade, esquartejado. Aquilo ainda mantinha no rosto uma expressão de horror que seria sua ultima. Ao lado jaziam os dois filhos do casal, em estado não diferente da mãe. Assim Davi A. M. os havia deixado, para depois se jogar do prédio recém construído.
Depois de uma pequena investigação da policia da época, descobriu-se que David era viciado em drogas, e tinha passagem por um hospital para doentes mentais.
Desde então os suicídios nunca mais pararam. Ano após ano pessoas se jogavam do Edifício Amber, com poucas exceções de anos de calmaria.


- Por Dorian Gray Dead As 00h21
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2ª parte "Canis Lupus"


Os dias seguintes estariam normais, não fossem aquelas sensações. Tudo parecia mais claro, os dias eram repletos de cheiros e imagens nunca antes percebidos por mim, sem os quais não faria mais sentido viver, e as noites, essas sim eram estonteantes! Podia ouvir um grilo a uma distancia absurda, e umas vozes que chegaram a me assustar, pois pareciam vir dos sonhos dos meus vizinhos! Podia ver claramente no breu mais ameaçador, as danças profanas de criaturas malignas consumidoras de trevas, e elas me reverenciavam como a um Deus... Provar um veneno tão doce era privilégio de poucos, mas até então não fazia a mínima idéia se eu era um ser único, ou se existiam outros.


Minha curiosidade ficava mais aguçada a cada dia, meu corpo vinha sofrendo algumas mudanças maravilhosas, meus cabelos, se tornaram brilhantes como nenhum outro, e minha pele era de um tato delicioso, não exalava mau cheiro algum de minhas impurezas até porque não mais as tinha. Lentamente fui me transformando em um ser de tamanha beleza, que tomei a decisão de me mudar para outra cidade, pois comecei a despertar desconfiança nas pessoas, resolvi então procurar um outro lugar para viver onde ninguém conhecia nada sobre mim, a não ser meu nome, que era sinônimo de sucesso por toda parte...


Vinha de uma linhagem de senhores de escravos, conhecidos por seu poder e crueldade, que herdei e manterei até o ultimo de meus dias.


Em minha época não me era mais possível manter escravos, mas tratava meus empregados como se fossem... Muitos morreram pelas minhas mãos, antes mesmo de me tornar o que sou hoje. Antes eu despertava o ódio, hoje eu resgato seus medos mais profundos guardados em suas mentes, provenientes de épocas mais sombrias, de quando as trevas ainda reinavam por sobre a terra, uma época da qual os homens preferem não se lembrar. A mesma época daquele que me transformou.




- Por Dorian Gray Dead As 11h05
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2ª parte "O ENCONTRO"

“Momentos que jazem no passado nunca morrem, e sua volta em revolta contra nossa vontade...”.

As revelações daqueles últimos quarenta e oito segundos ressuscitaram lembranças do passado que, embora inofensivas, eram irmãs de outras, que eu não deveria lembrar nunca mais. Foi um esforço brutal ver somente flashes inofensivos, enquanto pontas de lembranças malignas circundavam quadro a quadro o que meu subconsciente mostrava.
Lembrei de como observava minúsculos grãos de areia dos rebocos antigos, imaginando que, somente eu em todo universo já os havia visto; ou de como eu costumava apertar os olhos, para ficar fantasiando uma realidade distorcida com os pigmentos vermelhos e azuis que se formavam...
O sol começou a incomodar meus pensamentos, raro acaso, ele me salvou de um doloroso esquema do cérebro, sempre ávido a nos trair com suas lembranças incontroláveis.
Não havia nenhuma sombra a vista, a não ser o espaço entre os prédios, onde “aquilo” fugiu, um espaço que mais parecia as entranhas do submundo, porque lá, mesmo com o sol alto, permanecia escuro como a noite. Tive que circular entre as pessoas e os monstros de um metro e sessenta por um de largura, rostos hediondos e suados, roupas ultra-coloridas, vociferando absurdos o tempo todo. Andei... Andei e me atrasei. Victor já poderia ter ido embora, mas era melhor eu verificar, afinal ele é o meu “Lorde Henry Wotton”, como costumávamos brincar. Victor era um sujeito raro, cheio de manias e assustador, e digo assustador sim, visto que Victor era um homem com quase dois metros de altura, sua pele era morena, e seus cabelos absurdamente lisos contracenavam com seus olhos verdes e puxados, um perfeito papel de faraó, o que gerava sempre meus comentários preconceituosos só para irritá-lo.
Certa vez , lembro, ficamos muito tempo sem trocar palavra, por conta de uma mulher em comum, mas ela queria os dois, e se há uma coisa que ambos aprendemos na vida é nunca dividir mulheres. Ela queria a mim porque adorava destratar os outros, e pelo dinheiro, e Victor pela aparência... Às vezes penso que nossos nomes deveriam ser trocados.
O sol continuava a me castigar, quando escutei alguém gritando meu nome, “Dorian, imbecil!” Era Victor em seu Pollo preto franzindo a testa, e com uma carranca me fazendo sinal para entrar. Entrei mudo e fechei a janela, como que para escapar do inferno
Estávamos atrasados para um tedioso fim de tarde com umas garotas que Victor insistia em bajular. Aquilo era um fardo pesado para mim, já que eram mulheres alienadas, que seguiam ordens de revistas e televisão, esse tipo de mulher sempre foram vistas por mim como um tipo de brinquedo. O problema é que elas são todas iguais, e este tipo já não me diverte mais.
Andamos algumas quadras pelo caminho de onde eu havia vindo, foi então que estremeci ao avistar de longe aquele prédio onde por detrás aquela silhueta fantasmagórica desaparecera...
Ao nos aproximarmos senti um calafrio que me arrepiou os pêlos da nuca!
Em fim eu reconhecia aquela arquitetura sem imaginação, e me recusava a acreditar! Era este o prédio, “O Prédio Maldito”, assim chamado nos jornais, devido ao alto número de suicidas que mancharam suas calçadas. Este era o “EDIFICIO AMBER”
Logo eu, defensor da razão me deparando com assombrações?! Era demais para mim. Por um instante senti vontade de rir de mim mesmo, mas meu sorriso deu lugar a uma expressão de desespero seguida de uma outra parecida com aquelas que as pessoas em coma tem.
Jesus! Alguém gritou da calçada, ao ver um mendigo ser estraçalhado pela lateral do póllo preto de Victor logo antes de batermos violentamente contra um carro forte que estava parado esperando o carregamento que vinha do banco no térreo do prédio maldito.
Sim! Foi bem em frente! Pensei depois de acordar no “HOSPITAL MEMORIAL”. O medico disse que fui salvo por um milagre, mas Victor... Não havia sobrevivido. Mais tarde soube que somente o lado do motorista havia sido destruído juntamente com o corpo de dele, e que os dois guardas do carro forte tiveram seus corpos partidos ao meio no impacto.
Não sei se foi um pesadelo, mas tenho certeza de tê-la visto nas sombras segundos antes do acidente...


- Por Dorian Gray Dead As 18h13
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